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Cuidando do meu jardim – Por Carolina Vila Nova

Carolina Vila Nova 23 de outubro de 2014
Cuidando do meu jardim – Por Carolina Vila Nova

Conheci um terapeuta, que costumava usar fábulas para criar comparações reflexivas para seus pacientes. Certa vez, ele me contou uma delas, que se referia ao cuidar de si mesmo, fazendo apologia aos nossos jardins. A fábula se tratava da presença das borboletas num jardim e do cuidado que tentamos dar a elas, para que elas permaneçam ali. Mas a moral da história era que o cuidado não deveria ser para com as borboletas, mas sim para com o jardim. Uma vez que o jardim estivesse bem cuidado, as borboletas viriam sozinhas.

Passamos boa parte da vida tentando agradar as pessoas à nossa volta, para que elas permaneçam ao nosso lado. Com o tempo e maturidade, finalmente aprendemos a cuidar de nós mesmos, não nos importando mais com o desejo e opiniões dos outros. Aqueles que nos amam de verdade permanecerão ao nosso lado, independentemente da situação de nosso jardim. E além dos já queridos em nossas vidas, se agirmos de acordo com o que somos, fiel a nós mesmos, aprendemos então a acender nossa própria luz, criando a maior beleza possível em nós mesmos.

Não há nada que chame mais atenção alheia do que o brilho natural que vem de dentro: alegria, paixão, sinceridade de sentimentos, generosidade, amizade e tantos outros. Somos seres capazes de propagar o amor e a beleza de inúmeras formas. E nos tornamos capazes para tal, quando estamos de bem com nosso próprio ser.

Eu gostei da fábula. Porque de uma maneira muito simples, consegui entender tantas pessoas, que ao invés de cuidarem de si mesmas, ficam na tentativa de agradar as “borboletas” ou apenas invejando o jardim dos demais. Nada que a vida e a maturidade não resolvam com o tempo. Mas até lá, o caminho pode ser sofrido.

A duras penas, eu também aprendi com a vida, a moral dessa fábula, mas nunca tinha percebido a mesma lição de forma tão bonita. É gostoso e simples poder visualizar a vida assim.

Espero ser para mim mesma um jardim muito bem cuidado: verde, aparado, cheio de flores e naturalmente perfumado. Bonito e agradável o bastante, não apenas para receber as borboletas, mas as flores, os pássaros e os pequenos animais para o habitarem com vida e alegria.

Todas essas palavras, apenas para uma breve celebração. Ontem, depois de anos, eu voltei a nadar. Fiz isso por saúde e bem estar. Me arrastando contra o cansaço, mas eu fui. Hoje, eu não vivo apenas para cuidar de meu jardim, mas de bem mais. Porém com o amadurecimento que a vida me deu, esse cuidado agora possui muito mais valor e reconhecimento. Também exige celebração: pelo que significa por si só. E pela celebração da própria vida!

Porque o jardim não se resume apenas ao que se é por fora ou por dentro, mas o todo: o mental, o emocional e o corpo!

E para cada jardim, nenhum jardineiro melhor do que si mesmo!

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